~ Brasil e a Grande Guerra. ~
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domingo, 1 de maio de 2011
Sr. Raul - Um exemplo de grandeza
Não sei se existe uma palavra do dicionário que descreva tamanho sentimento, de poder estar cara a cara com alguém que literalmente viveu a Segunda Guerra Mundial a favor do nosso país. Mesmo tentando nos colocar em seu lugar, é difícil imaginar o sofrimento que ele passou ao ver tantas pessoas com que convivia morrerem em um estalar de dedos, e o que sofre até hoje como conseqüência de uma guerra. Sr. Raul, aos seus 88 anos, conta emocionado como passou esses dias de luta. No auge dos seus 20 anos de idade, foi convocado a participar da Força Expedicionária Brasileira (FEB), fazendo parte da infantaria, que iria lutar na Segunda Guerra Mundial. Primeiramente foi para o Rio de Janeiro, de onde embarcou para a Itália em Junho de 1944. Lá enfrentou baixas temperaturas, o que dificultou sua estadia.
Sr. Raul, por ter sido ferido em batalha, recebeu como homenagem a medalha de sangue do Brasil, que foi criada para agraciar os feridos de guerra de acordo com o Art. 1° do Decreto- Lei Nº 7.709 de 05 de julho de 1945.
Retornou ao Brasil em setembro de 1945, e chegou à Salvador em outubro do mesmo ano.
o Brasil na primeira e na segunda guerra.
A participação do Brasil na Primeira Guerra só aconteceu três anos depois de seu início, mais precisamente em outubro de 1917 quando declarou guerra à Alemanha por torpedear o vapor Paraná, o navio Tijuca e o cargueiro Macau.
Na época, o presidente Venceslau Brás firmou aliança com os países da Tríplice Entente, em oposição ao grupo da Tríplice Aliança. Podemos considerar a participação brasileira na Primeira Guerra bastante tímida. Entre outras ações, o governo do Brasil enviou alguns pilotos de avião, o oferecimento de navios militares e apoio médico.
Incumbidos de proteger o Atlântico de possíveis ataques de submarinos alemães, sete embarcações foram usadas na Primeira Guerra: dois cruzadores, quatro contratorpedeiros e mais um navio auxiliar. A experiência de maior sucesso brasileiro no conflito aconteceu com os grupos enviados para lutarem ao lado de soldados franceses e britânicos.
O mais conhecido caso de participação brasileira se refere ao militar José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque. Relatos contam que este militar foi responsável pelo comando de pelotões de cavalaria francesa e uma pequena unidade de tanques. A experiência por ele adquirida abriu portas para que, logo em seguida, o Brasil adquirisse seus primeiros carros blindados.
O apoio brasileiro teve muito mais presença com o envio de suprimentos agrícolas e matéria-prima procurada pelas nações em conflito. No Brasil, a Primeira Guerra teve implicações significativas em nossa economia. A retração econômica sofrida pelas grandes nações industriais européias abriu portas para que o parque industrial se desenvolvesse.
Ao final da guerra, o Brasil participou da Conferência de Paz que resultou no Tratado de Versalhes em 1919 onde o país conseguiu ficar com os navios alemães aprisionados e ainda conseguiram a liberação dos depósitos bancários, feitos em 1914 com a venda de café, que estavam retidos na Alemanha.
Segunda Guerra
O Brasil passou a participar do conflito a partir de 1942. Na época, o presidente da República era Getúlio Vargas. A princípio, a posição brasileira foi de neutralidade. Depois de alguns ataques a navios brasileiros, Getúlio Vargas decidiu entrar em acordo com o presidente americano Roosevelt para a participação do país na Guerra.
Embora a história dos pracinhas - diminutivo de praça, que é soldado - seja ainda pouco comentada no Brasil, alguns estudiosos afirmam que a participação brasileira foi muito importante. O apoio do Brasil foi disputado na Segunda Guerra. De forma um pouco velada por parte dos países do eixo (Alemanha, Itália e Japão) e de maneira clara pelos aliados, especialmente os norte-americanos, além da Inglaterra e da França.
O Brasil ajudou os norte-americanos na libertação da Itália, que, na época, ainda estava parcialmente nas mãos do exército alemão. Nosso país enviou cerca de 25 mil homens da Força Expedicionária Brasileira (FEB), e 42 pilotos e 400 homens de apoio da Força Aérea Brasileira (FAB).
A principal ação militar brasileira aconteceu principalmente na organização da campanha da Itália, onde os brasileiros foram para o combate ao lado das forças estadunidenses. Nesse breve período de tempo, mais de 25 mil soldados brasileiros foram enviados para a Europa. Apesar de entrarem em conflito com forças nazistas de segunda linha, o desempenho da FEB e da FAB foi considerado satisfatório, com a perda de 943 homens.
A Batalha de Monte Castelo, bravura da FEB
Brasil no Front: Tomada de Monte Castelo
“Já era fevereiro de 1945 o setor da FEB (Força Expedicionária Brasileira), incorporada ao V Exército Americano, sofria com temperaturas abaixo de 10 graus, no Teatro de Operações na Itália, no vale do Reno, onde ficava nas encostas um dominante arco de elevações - Belvedere, Gorgolesco, Monte Castelo, Della Torracia e Torre di Nerone, e do qual Monte Castelo, funcionava como uma privilegiada situação topográfica e tática, defendida pela aguerrida 232ª Divisão de Infantaria alemã.
Os soldados brasileiros com neve até o peito, eram ainda acompanhados pelo fogo inimigo de morteiros, cujas granadas "pipocavam" ao lado dos jeeps e caminhões.”
Durante esse clima de conflito em Monte Castelo,estava presente Seu Raul,um bravo jovem que foi mandado para a Itália durante a Segunda Guerra Mundial.Ele foi um dos heróis da Batalha de Monte Castelo ajudando na libertação da cidade,mas nem tudo foi só alegria.Certa vez,após várias noite sem dormir,a expedição de Seu Raul resolveu descansar em um celeiro,quando todos se preparavem para dormir um amigo dele estava manuseando a arma,quando acidentalmente disparou um tiro em direção a Seu Raul,que quase ficou paraplégico.Após esse feito eles saíram para a tomada de Monte Castelo.
Por causa da bravura dos nossos soldados,eles são lembrados até hoje na Itália.Em Monte Castelo a população se veste com as roupas da FEB e cantam a canção do Expedicionário,no dia 28 de Abril,dia da libertação da cidade.
É uma pena que em Salvador eles não são tão lembrados e homenageados,Salvador foi a última capital brasileira a ter o monumento homenageando os guerreiros da Segunda Guerra Mundial,que fica localizado na Mouraria.
“Já era fevereiro de 1945 o setor da FEB (Força Expedicionária Brasileira), incorporada ao V Exército Americano, sofria com temperaturas abaixo de 10 graus, no Teatro de Operações na Itália, no vale do Reno, onde ficava nas encostas um dominante arco de elevações - Belvedere, Gorgolesco, Monte Castelo, Della Torracia e Torre di Nerone, e do qual Monte Castelo, funcionava como uma privilegiada situação topográfica e tática, defendida pela aguerrida 232ª Divisão de Infantaria alemã.
Os soldados brasileiros com neve até o peito, eram ainda acompanhados pelo fogo inimigo de morteiros, cujas granadas "pipocavam" ao lado dos jeeps e caminhões.”
Durante esse clima de conflito em Monte Castelo,estava presente Seu Raul,um bravo jovem que foi mandado para a Itália durante a Segunda Guerra Mundial.Ele foi um dos heróis da Batalha de Monte Castelo ajudando na libertação da cidade,mas nem tudo foi só alegria.Certa vez,após várias noite sem dormir,a expedição de Seu Raul resolveu descansar em um celeiro,quando todos se preparavem para dormir um amigo dele estava manuseando a arma,quando acidentalmente disparou um tiro em direção a Seu Raul,que quase ficou paraplégico.Após esse feito eles saíram para a tomada de Monte Castelo.
Por causa da bravura dos nossos soldados,eles são lembrados até hoje na Itália.Em Monte Castelo a população se veste com as roupas da FEB e cantam a canção do Expedicionário,no dia 28 de Abril,dia da libertação da cidade.
É uma pena que em Salvador eles não são tão lembrados e homenageados,Salvador foi a última capital brasileira a ter o monumento homenageando os guerreiros da Segunda Guerra Mundial,que fica localizado na Mouraria.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Galeria de fotos
| Armamentos e munições usados na Guerra |
| Sr. Raul Carlos dos Santos |
| A cobra fumou |
| Medalhas de honra |
| Organização da Força Expedicionária Brasileira |
| Capacete usado para proteção dos soldados |
| Recipiente usado para armazenar água |
| Aviões da FAB |
| Cruz confeccionada com estilhaços de granadas que foram utilizadas sa 2ª Guerra Mundial |
| Sr. Raul no desfile de Sete de Setembro |
| Roteiro da FEB |
| Reportagem no jornal sobre sua experiencia na Guerra |
| Guerreiros manuseando os armamentos |
| Sr. Raul, hoje, com 88 anos de idade |
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